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Ensino superior impulsiona conquistas femininas no mundo do trabalho

21/10/2022 13:11

Maioria nos bancos das universidades, mulheres fazem história em diversas profissões. Áreas ocupadas majoritariamente por homens recebem nova configuração.


A inserção feminina no mundo do trabalho foi impulsionada pela Revolução Industrial. Desde então, a mulher passou a contribuir no orçamento familiar e, após tantas lutas por maior visibilidade e igualdade de oportunidades, a realização profissional e pessoal da humanidade do século XXI passa por transformações diárias.


Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que as mulheres são a maioria no ensino superior brasileiro, e esse passo é essencial não só para a qualificação das futuras profissionais, como também para a inserção exitosa no mercado de trabalho.


O Censo da Educação Superior 2020, divulgado pelo MEC e pelo Inep em fevereiro deste ano, mostrou que 838.152 mulheres ingressaram em uma universidade e 518.339 concluíram a graduação. Já entre os homens, os índices caem para 668.996 e 359.890, respectivamente.


Na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), esse levantamento se confirma. Dos 44 cursos de graduação presenciais oferecidos pela instituição, 25 deles são compostos, em sua maioria, pelo público feminino, número que equivale a quase 57% do total de cursos.


No âmbito da pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados), esse movimento fica ainda mais nítido. Dos 11 programas oferecidos, elas já são maioria em nove deles. Isso confirma o envolvimento das mulheres nos projetos de pesquisa e na docência. Vale destacar que o quadro docente da instituição é composto, majoritariamente, por mulheres.



Maior presença feminina em mestrados, doutorados e pesquisas da PUC Goiás — Foto: Acervo
Mulheres na Engenharia

Marta Pereira da Luz, professora da PUC Goiás, atua na área de Engenharia Civil — Foto: Acervo
Coautora do livro Conversas entre meninas engenheiras, a professora do Mestrado de Engenharia de Produção e Sistemas (Mepros) e do curso de graduação em Engenharia Civil, Marta Pereira da Luz, incentiva a discussão sobre a igualdade entre as ciências e reflete sobre o papel das mulheres nessa área, sua importância, conquistas e desafios.

Pós-doutora em Geotecnia pela Heriot-Watt University, a engenheira civil colhe os frutos por uma carreira exitosa. Contemplada no 1º Prêmio de Inovação da Eletrobras (2021) e do Láurea ao Mérito (2022), concedido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA Goiás), ela é uma inspiração para as mulheres que buscam uma inserção ou já atuam na área da engenharia.

Também coordenadora de pesquisa e inovação do Centro Tecnológico de Engenharia Civil de Furnas, a docente avalia que a principal conquista das mulheres engenheiras nos últimos anos é a ocupação dos cargos estratégicos de gestão, embora os homens ainda sejam maioria.

Como exemplo dessas conquistas, ela cita a trajetória de Liedi Légi Bariani Bernucci, atual diretora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, que há 123 anos colabora para o processo de desenvolvimento do País.

“É notável a presença feminina nessas áreas, ainda que em franca minoria. Atualmente, as mulheres ocupam 15% dos cargos de gestão, mas a meta é de 20%, considerando as diretrizes da ONU, um número, mesmo assim, muito baixo. Nas Ciências Exatas, temos 30% de mulheres cursando a graduação. O mercado reage a isso, mas as meninas precisam de incentivos”, avaliou.

Considerando esse contexto, Marta destaca o papel da educação em instigar e incentivar carreiras femininas nas engenharias, como, por exemplo, a divulgação dos cursos de graduação dentro das escolas das redes pública e privada de ensino, já que nem todas têm acesso a essas informações sobre as formas de ingresso e permanência no ensino superior.

Ela também menciona sobre a importância da promoção de palestras sobre o tema e visitas técnicas nos centros tecnológicos e demais institutos de ciência e inovação para impulsionar a vocação feminina nessas áreas.

Essa representatividade feminina é tão expressiva que pauta um dia específico do ano para essa discussão: o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia. Criado pela organização Womens Engineering Society (WES) do Reino Unido, é comemorado, anualmente, no dia 23 de junho.

Mobilidade social: egressa faz doutorado na França

Egressa, que foi bolsista durante a graduação, é doutoranda da Universidade de Toulon — Foto: Acervo
Mesmo com tantos desafios em todas as áreas do conhecimento, elas vieram para fazer história, e essa qualificação é impulsionada pelo ensino superior. Durante a graduação, as estudantes encontram oportunidades que vão além da sala aula. Iniciação científica, projetos de extensão e bolsas de incentivo à permanência despertam vocações e experiências de mobilidade social.

Investigar a publicidade como ferramenta de inclusão das pessoas com deficiência trouxe o título de mestra para a egressa do curso de Publicidade e Propaganda da PUC Goiás, Lorrayne Caroline dos Santos, de 28 anos, além da oportunidade de fazer o doutorado na Universidade de Toulon, França.

Estudante oriunda da rede pública, filha de doméstica, Lorrayne é natural de Nerópolis, interior de Goiás, e ingressou na instituição como bolsista da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). Durante a trajetória universitária, encontrou um leque de possibilidades para concretizar seus sonhos. Ao mesmo tempo, encarou uma jornada dupla de trabalho e estudos para arcar com parte da mensalidade, já que ela tinha bolsa parcial.

Na PUC Goiás, ela teve uma vivência para além da sala de aula, conheceu as áreas de atuação do profissional de Publicidade e Propaganda e descobriu que a pesquisa pode ser um nicho de trabalho e um caminho para mudar a sociedade.

“Eu queria entender como a comunicação consegue vender um produto e, além de ser mercadológica, também poderia ter um viés social de inclusão. Ela pode mudar o mundo”, reflete. Atualmente doutoranda da Universidade de Toulon (França) e consultora da Apae Brasil, Lorrayne pesquisa sobre os processos comunicacionais das associações brasileiras e francesas na promoção da inclusão das pessoas com deficiência.

Além de receber financiamento para sua pesquisa, ela conquistou um cargo de liderança na instituição e hoje é uma profissional de referência para as milhares de Associações espalhadas pelo Brasil. “A ideia é mudar a marca, construir toda uma estrutura comunicacional e criar estratégias que permitam a inclusão da pessoa com deficiência. São mais de 2.100 unidades pelo Brasil e eles querem estruturar uma comunicação que dialogue com os funcionários e promova a inclusão social”, explica Lorrayne.

Legado das primeiras formandas

No sentido de incentivar o ingresso das mulheres no mundo de trabalho, a PUC Goiás também foi pioneira. O curso de Enfermagem, que foi precursor e anunciou com bastante antecedência a criação da universidade, em 1959, graduou, na década anterior, em 1946, as primeiras enfermeiras do estado de Goiás e da região Centro-Oeste.

Naquele ano, cinco mulheres receberam o diploma da graduação. Pioneiras, abriram caminhos para que outras mulheres também pudessem trilhar carreiras profissionais não só na saúde, mas em todas as áreas do conhecimento. Nas últimas oito décadas, o curso registra 4,5 mil profissionais graduados, em sua maioria mulheres, que se destacam nas suas áreas de atuação.

O curso, que tem sua origem na Sociedade São Vicente de Paula, com o incentivo de Dom Emanuel Gomes de Oliveira, é o mais antigo da instituição e comemorou 80 anos de história neste mês de outubro.

Quer fazer um curso superior numa universidade renomada, que oferece oportunidades nas mais diferentes áreas? As inscrições para o vestibular da PUC Goiás, com 44 opções de cursos presenciais, estão abertas. Você pode escolher entre utilizar a nota do Enem ou fazer a prova, presencial ou on-line. Além disso, estudantes com renda de até um salário mínimo e meio bruto por pessoa da família podem ingressar pelo Vestibular Social, que oferece bolsas de estudo de 50% em 24 cursos de graduação, com a possibilidade de buscar por outras bolsas e financiamentos para completar o valor da mensalidade.


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