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Inep corrige rota e vai conseguir aplicar Enem só com itens inéditos

07/11/2022 12:41

Depois de incertezas se a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2022 seria composta por questões repetidas de edições anteriores, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pela avaliação, conseguiu corrigir a rota e montou uma prova só com questões inéditas.


O exame será aplicado nos próximos dias 13 e 20 de novembro para mais de 3,3 milhões de estudantes. Procurado pela reportagem, o Inep afirmou que a avaliação deste ano foi construída "seguindo os mesmos critérios e procedimentos das edições anteriores".


Servidores do instituto avisaram, desde o ano passado, à presidência do órgão sobre a escassez de perguntas para o exame. O BNI (Banco Nacional de Itens), que reúne questões aprovadas para uso no Enem, também foi alvo, em 2021, de uma tentativa de terceirização pelo então presidente do Inep, Danilo Dupas.


Segundo o UOL apurou com integrantes do órgão, o Enem 2022 foi montado sem repetir questões de anos anteriores, mas há perguntas que não passaram por pré-testes — eles afirmam que essa não é uma situação inédita e não prejudica a qualidade a avaliação. O problema, de acordo com os servidores ouvidos pela reportagem, é ter uma porcentagem maior de perguntas não testadas do que de previamente testadas.


O UOL perguntou diretamente ao Inep se as novas questões foram testadas, mas o instituto disse que "qualquer informação sobre a entrada de itens novos no BNI é de caráter sigiloso".


Itens aprovados. A escassez de perguntas não é uma novidade no instituto sob a gestão de Jair Bolsonaro (PL). O último pré-teste, por exemplo, aconteceu em 2019, primeiro ano do atual governo.


Nos últimos anos, servidores apontaram o problema, mas nada foi feito até março, quando um grupo de gestores propôs repetir questões de edições anteriores com a justificativa de que a atualização do banco de itens é um processo "moroso, custoso, sigiloso e que demanda alta quantidade de mão de obra".


Com a repercussão negativa, o Inep voltou atrás e desistiu de repetir perguntas.


Reportagem do UOL já mostrou que para qualquer questão ser incluída no Enem, precisa fazer parte do BNI. Para isso, a pergunta precisa ser elaborada e, depois, testada.


Dentro e fora do governo, o BNI é considerado um instrumento forte e técnico, que ajuda a blindar o exame de influências externas. Isso, porque, não é simples incluir ou excluir uma questão ou conteúdo específico.


Sucesso está na mudança da presidência. Servidores ouvidos pela reportagem afirmam que as mudanças positivas do cenário aconteceram após a troca da presidência do Inep. Dupas saiu do cargo em julho deste ano por "motivos pessoais", mas sua gestão ficou marcada pela pior crise do órgão.


No ano passado, por exemplo, dezenas de servidores pediram exoneração de seus cargos e alegaram "falta de critério técnico" na tomada de decisões pela alta gestão. Além disso, citaram suposto assédio moral.


Com a saída de Dupas e em ritmo de campanha eleitoral, o MEC (Ministério da Educação) tomou uma atitude diferente dos últimos quatro anos e colocou um servidor de carreira, o Carlos Moreno, para assumir a presidência do instituto.


A partir daí, "as coisas começaram a avançar na gestão do Moreno", nas palavras dos servidores que falaram com o UOL. A montagem de uma prova sem repetição de itens, segundo os funcionários, acontece graças ao novo presidente.


Moreno disse em entrevistas que o Enem 2022 estava pronto e foi montado em ambiente seguro.


"Assumo para dar tranquilidade sobretudo para aqueles que estão inscritos no Enem, no Enade, e no Revalida, que são exames que ainda serão aplicados pelo Inep neste ano".


Banco em atualização. Com um presidente com perfil técnico, o Inep também começou a acelerar os processos de atualização do banco de itens.


Além do Enem 2023, o instituto trabalha para montagem do novo Enem, que será aplicado daqui dois anos.


O cronograma do exame é complexo e longo, por isso, as discussões sobre o ano seguinte sempre começam com grande antecedência. Entre o fim da data de inscrições e do dia da prova, por exemplo, são necessários 170 dias para dar conta do processo de elaboração e logística.



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